Roma sempre foi prioridade na minha lista de desejos de viagens ao redor do mundo. Antes de sair do Brasil para cá, quando eu pensava nas viagens que iria fazer, a Itália sempre estava no topo da lista. Eu sempre gostei muito de história e, durante meu ensino médio, uma época que me chamava atenção era a do Império Romano.
Assim, desde sempre Roma me fazia encher os olhos. Por isso, eis minha primeira viagem fora da Espanha: rumo a Itália, a convite de Joana Vieira - que foi minha companheira de viagem para Madrid - e Guilherme Palmieri, um dos meus companheiros de apartamento.
Programamos essa viagem com quase um mês de antecedência. As passagens de Ryanair, uma companhia de avião low cost, custou 62 euros ida e volta, saindo de Málaga - cidade vizinha a Granada - para Roma. Seriam 5 dias de viagem, sendo 3 dias em Roma e 2 dias em Florença. Em Roma, nos hospedamos no hostel Alessandro Downtown, que aparecia no top 3 dos hostels no site Hostelword.
Decidi não escrever aqui na ordem dos acontecimentos, mas por organização dos lugares visitados. Assim, nesse post inicial sobre Roma, foi relatar sobre Coliseu, os Fori Romanos, os arcos, o Palatino e o Panteão Romano. Em outro post foi relatar as diversas piazas (praças) e igrejas visitadas. Ainda vou reservar um post só para o Vaticano, que apesar de ter sido a primeira parte visitada na viagem, ficará para depois. E para fechar meu primeiro contato com a Itália, também tem post exclusivo para Florença mais a frente. Ao longo de tudo isso, vou relatando minhas impressões sobre a cidade e compartilhando aqui momentos bons e ruins dessa viagem (sim, porque nem tudo são maravilhas!). Mas vamos lá, começar em grande estilo:
Coliseu
Eis o cartão postal principal de Roma e da Itália, de modo geral! O Coliseu é de arrancar suspiros, longe ou perto. Ainda no Brasil, desde muito cedo, era meu "sonho de consumo" conhecê-lo. Ainda no avião, ao se aproximar da cidade na descida, é possível ver o Coliseu do alto. E caminhando rumo a ele, a medida que vamos nos aproximando, vê-lo aumentando de tamanho no horizonte é muito empolgante.
Se aproximando do Coliseu...
A parte pouco fotografada desse monumento,
em reforma.
A parte mais fotografada rs:
No selfie da Joana =)
A visita pelo Coliseu foi meio que um passeio "às cegas", no sentido de falta de informação. Não há placas informativas com dados históricos ao longo do passeio, nada como "aqui era por onde entrava os gladiadores" ou "ali era onde ficava o imperador romano"... As únicas informações que apareciam eram na pequena exposição que havia lá, com desenhos de como era o Coliseu, resquícios arqueológicos, maquetes de como funcionava a subida de animais à arena e etc. Mas realmente senti falta de placas informativas ao longo da caminhada pelas ruínas do Coliseu. Inclusive essa falta eu senti ao longo de todos os passeios que fui fazendo. Penso que ao retornar em Roma, e espero ter mais condição financeira, vou querer pagar a mais por um áudio guia.
Resquícios de estátuas da época
Desenho do Coliseu inicialmente.
Um painel da época
Engenhos de madeira e cordas, para levantar ursos, leões
e outros animais selvagens para a arena.
Apesar disso, não deixou de ser interessante conhecer o grande Coliseu por dentro. Imaginar que aquilo servia de espaço para eventos como lutas entres gladiadores, caças de animais exóticos, eventos esses de grande interesse da população da Roma antiga, por volta dos séculos 70-80 d.C.; pensar que por baixo da arena, na parte que hoje está descoberta para todos verem, havia muitos escravos trabalhando para subir animais ferozes, famintos por carne, para ir à luta com um humano armado de espada, lança ou outra arma qualquer; e imaginar uma grande platéia regada a álcool e pão, gritando, suplicando por ver morte, sangue... Toda essa história louca ter ocorrido ali e eu estar contemplando aquele lugar... Pois é, na falta de informações, o pouco que eu sei sobre essa história louca e minha imaginação recheou meu passeio pelo Coliseu.
Visão de Roma lá fora, desde duas janelas do Coliseu.
A parte que seria abaixo da arena do Coliseu, chamada de hipogeu, onde eram mantidos os animais selvagens que adentrariam a arena. Como pouco resta da arena, essa parte é claramente visível, mas não dá para caminhar nessa área.
Hoje há uma cruz dentro do Coliseu.
Joana e Guilherme curtindo o Coliseu ^^
Nós! =)
Visto pro Arco de Constantino
Janelas do Coliseu, vista do lado de fora.
Depois de conhecer o Coliseu, saímos rumo ao Monte Palatino. Passamos pelo Arco de Constantino e Arco de Tito. O Monte Palatino, localizado entre os Fori Romanos e o Circo Máximo, foi local de residência de imperadores romanos, de modo que até a etimologia da palavra "palácio" vem de "Palatinum", que por sua vez, deriva Pales, o deus dos pastores. Primeiro, no entanto, visitamos a área dos Fori Romanos, que seria o centro da Roma antiga, onde se desenvolveu comércio, negócios, atividades culturais, religiosas, administração da justiça e até prostituição. Hoje é um conjunto de ruínas, identificadas por placas. A visita dessa área está incluída no ticket de 12 euros da visita do Coliseu.
Arco de Constantino de perto, situado entre o Coliseu e o Monte Palatino.
Data de 315, foi erguido em homenagem ao Imperador Constantino I, diante
de sua vitória na Batalha da Ponte Mílvia.
Arco de Tito, construído pouco depois da morte do Imperador Tito,
por volta de 80 d.C.
Ruínas do que um dia foi o coração da antiga Roma, desde 5 antes de Cristo.
Templo de Antoninus e Faustina, construído como homenagem do Senado Romano a
Faustina e seu marido, o Imperador Antoninus Pius, em 141 d.C.
Esculturas com ou sem cabeça ^^
Depois de passear pelo Forum Romano, subimos o Monte Palatino
Como dito, na área do Palatino, foram construídos palácios residenciais de imperadores
romanos, como Augusto, Tibério e Domiciano. Mas aí já foram encontrados
resquícios arqueológicos anteriores à Roma, datados da Idade do Ferro.
Ruínas mais preservadas do palácio de algum imperador romano
Essa é a visão do Monte Palatino para o Circo Máximo, que na foto é a parte em terra clara, sem grama, depois das árvores. O Circo Máximo era onde ocorriam jogos, festivais, competições de gladiadores, corridas de bigas. Essa vista da foto é do local onde seria os aposentos do Imperador Domiciano, que construiu seu palácio exatamente aí no Monte Palatino para assistir essas corridas.
Panteão Romano
Eis o Panteão, um templo erguido no século 27 antes de Cristo, em homenagem aos deuses romanos. Sua construção seguiu a estrutura grega, na época em que os romanos estavam na sua expansão e dominação dos povos vizinhos, e acabaram sendo bastante influenciados pelo estilo de arquitetura grega. Mas a construção original foi destruída por um incêndio em 80 d.C e foi reconstruído em 125, durante o governo do Imperador Adriano.
Hoje o Panteão é uma igreja católica, dedicada a Santa Maria e Todos os Santos. Essa transição de templo politeísta a igreja monoteísta ocorreu no ano 609, quando o Imperador bizantino Focas ofereceu ao Papa Bonifácio IV o edifício. Esse ato salvou o Panteão do vandalismo e destruição de antigas construções romanas, atos esses comuns no período medieval. Eu, particularmente, só notei essa qualidade de igreja cristã ao ver o altar principal, onde uma cruz simples está erguida e também notar as esculturas de anjos.
O obelisco que fica na frente do Panteão.
Foto meio borrada, mas serve para uma visão geral do Panteão.
Na foto da direita, a tumba de Vittorio Emanuele II, o primeiro Rei da Itália Unificada.
e quem mereceu o epíteto dado pelos italianos de "Pai da Pátria", por sua importância
nas guerras de unificação italiana.
Na foto da esquerda, a tumba de Raffaello Sanzio, que foi enterrado nesse local por pedido seu. Em cima de sua tumba está a escultura "Madonna del Sasso", obra de Lorenzetto, pupilo de Raffaello. Na foto direita, a tumba de Umberto I, Rei da Itália de 1878 até 1900.
Vista do lado de fora, entre as colunas da frente do Panteão.
Pois bem, esse primeiro relato sobre Roma acaba por aqui. No próximo, mais fotos e detalhes dessa viagem. Até mais =)


Descrição e informações, foram bem colocadas o que me deu a impressão de estar junto participando desse magnífico passeio.Espero que com a graça de Deus eu possa estar in-loco para matar a vontade que está dentro do meu coração.Parabéns com um abraço.
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