Continuando a série de postagem sobre a Alemanha, na sequencia após Worms e Heidelberg, visitamos:
Castelo de Neuschwanstein
Considerado um dos castelos mais bonitos do mundo, Schloss Neuschwanstein - como é chamado em alemão - foi uma obra construída na segunda metade do século XIX, por encomenda do então Rei da Baviera, Luís II. Esse rei foi também chamado de Rei Cisne (devido sua fascinação por esse animal) ou Rei Louco (devido boatos de que ele tinha problemas mentais, inclusive com alguns relatos que indicam que ele preferia viver isolado, em um mundo fantástico por ele criado). Ele foi o responsável pela criação desse castelo e de muitos outros presentes na Baviera. Tantos foram os castelos encomendados por Luís II que as economias do seu reino começaram a minguar junto com seu patrimônio privado, tudo em prol de realizar os desejos arquitetônicos desse rei. Ironicamente, hoje em dia, graças a esses castelos que a economia de muitas cidades da região se mantém.
Essa é foi a minha primeira visão do Castelo! Parecia tão pequeno...
Chegando nas redondezas do castelo, passamos por essas casas lindinhas
Com detalhes inusitados, como essas cabeças de veados e cachorros.
Para chegar ao Castelo, primeiro tem que comprar o ticket que custa 12 euros. Pode seguir a pé ou pegar um ônibus que custa algo como 1 ou 2 euros (acho, pelo o que recordo de cabeça!). O ônibus deixa você em determinado ponto e ainda é necessário caminhar por um caminho tipo esse da foto acima.
Chegando mais perto e se surpreendendo. Outra curiosidade é que esse castelo foi o que inspirou Walt Disney a desenhar o castelo da Cinderela - o principal castelo de todos desenhados e que é inclusive símbolo da Disney. Infelizmente não é possível fotografar dentro do Castelo. A visita é guiada, com um audioguia e literalmente vigiada por umas duas pessoas; é formado um grupo de pessoas que seguem sempre juntas a visita, por cada cômodo, de modo que as fotos lá dentro realmente são complicadas de ser tiradas, por isso só tenho mais algumas imagens de fora para mostrar rs
Essa é a paisagem incrível que está exatamente de frente ao Castelo. Um belo lago entre montanhas, com os picos já brancos de neve a se confundir com o céu azul claro e a aldeia minúscula lá embaixo... Tudo muito bonito!
Quase saindo do Castelo, me deparei com esse detalhe próximo a uma janela. Consegui fotografar para servir de exemplo sobre a fascinação do Rei Luís II com os cisnes.
Maquete do Castelo.
Depois de visitar o interior do Castelo, seguimos para uma ponte que serve como um mirante lateral ao Castelo. Acima, com meu inseparável Abor e abaixo, a visão da lateral do Castelo:
Até nessa ponte tem mais amores aprisionados.
No horizonte, os cumes das montanhas cheias de neve!
Na volta, tinha esse caminho para seguir, mas...
Seguimos esse! Uma trilha escorregadia, um cenário perfeito para um urso surgir do nada e matar a gente hahaha, mas deu tudo certo!
Esse é o Castelo Hohenschwangau, residência do Rei Maximiliano II da Baviera, pai de Luís II e local onde este passou a infância. Toda essa região da aldeia ao redor, o lago e as montanhas, foram espaços onde o jovem Luís viveu. Por isso, após a morte do pai, assumindo o posto de Rei da Baviera, Luis mandou construir seu próprio palácio (o Neuschwanstein) na mesma região, mais no alto e de onde se podia observar o castelo do pai.
Depois da visita ao Castelo, passamos rapidamente pela pequena cidade de Füssen para almoçar. Essas são duas fotos do centro da cidade, com casas com fachadas coloridas. Depois de lá, voltamos para a estrada até chegar na próxima parada:
Munique
Capital da região alemã Baviera (ou Bavária), München oferece atrações turísticas diversas, desde palácios, igrejas e monumentos ao famoso estádio de futebol Allianz Arena e, em certa época do ano, o maior festival de cerveja do mundo, o Oktoberfest.
Quando chegamos lá, já era noite, então, começamos passeando por uma famosa cervejaria de lá: a Hofbrauhaus am Platzl. Essa cervejaria é histórica, fundada em em 1589 para servir ao Duque William V da Baviera, mas passou a ser pública em 1828. Inclusive, em 1920, foi nesse bar que Hitler apresentou o seu "Programa de 25 pontos" para o Partido dos Trabalhadores Alemães. E durante a Segunda Guerra Mundial, apenas uma pequena parte de toda a cervejaria se manteve de pé durante os bombardeios em Munique. Não só por toda essa história, mas também porque por ali é possível entrar em contato com a cultura alemã, que indico a qualquer pessoa que passe por esse local, caso for à Munique - mesmo aqueles que não gostem de beber. Abaixo algumas fotos:
Detalhes do teto do local,
Mesas largas, gente de todas as idades, copos grandes de cerveja e pratos de joelhos e pernis de porco ou salsichas! Para acompanhar, música tradicional alemã tocada por uma banda bem animada:
De longe, as cores da grande feira de Natal que estava ocorrendo lá. Não sei se dá para notar direito, mas ao fundo há as torres da Igreja de São Paulo. Essa e as duas outras fotos abaixo foram as poucas que deram para ser tiradas no momento, porque logo começou a "chover"/"nevar" (eram cristaizinhos caindo do céu, então uns diziam que era neve outros não rs).
O dia seguinte foi para conhecer os pontos mais turísticos de Munique. Para começar, visitamos o Palácio Nymphenburg, que servia de residência de verão para a família real da Bavária, inicialmente construído no século XVII. Junto a esse enorme palácio, há uma vasta área com lagos e jardins, com patos, pássaros, cisnes e muita gente passeando. Não chegamos a entrar no palácio, apenas passeamos pelos seus arredores - passeio esse que rendeu essas fotos:
Deixamos Palácio de Nymphenburg para trás e pegamos um tram para o centro da cidade.
O segundo ponto turístico que visitamos foi Frauenkirche ou Catedral Nossa Senhora Bendita. Essa catedral é famosa por ser a maior de Munique, por ter duas torres gêmeas (que infelizmente uma delas estava em reforma quando fomos), por abrigar o túmulo do Rei Luís IV e também por uma lenda da "pegada do diabo".
Colocando o pé nessa tal "pegada do diabo" e olhando para o altar da Igreja, não é possível ver nenhuma das janelas laterais e, de 1622 até 1860, não era possível ver tampouco a janela central, pois esta estava coberta pela pintura "Assumption" de Peter Candid. Isso ocorre porque as colunas estão dispostas de tal modo que escondem as janelas laterais. A lenda conta que o diabo fez um acordo com o construtor da Catedral para que esta não tivesse nenhuma janela, pois "uma construção sem janela não tinha muita utilidade". Após terminada a construção, o construtor mostrou a igreja ao diabo a partir desse ponto, deixando-o muito feliz. Mas quando ele caminhou para frente, notou que foi enganado e ficou com tanta raiva que se transformou em vento com o objetivo de derrubar toda a Catedral. Porém nunca conseguiu tal feito, até os dias de hoje.
Na foto da esquerda, a visão da Igreja com o pé em cima da "pegada do diabo", de fato não é possível ver nenhuma janela lateral, somente a janela central ao fundo do altar. Na foto da direita, no exterior da Igreja, as duas torres gêmeas, com uma delas em reforma.
Detalhes do teto da Catedral
Tumba de Luís IV.
Chegamos à Marienplatz, uma praça central famosa de Munique, onde estava ocorrendo uma pequena feira de natal. Ali está localizada a famosa Neues Rathaus ou Nova Prefeitura, que é esse prédio imponente em estilo neogótico que vocês podem ver nas fotos abaixo:
Um dragão por ali, no meio de tantos outros detalhes.
Exemplos de gárgulas assustadoras que podem ser vistas em diversos
pontos do prédio da Nova Prefeitura.
Artesanatos de uma das barracas da feira natalina
Ainda da Marienpaltz, é possível ver esse outro prédio bonitinho, menor, que é a Antiga Prefeitura, que foi sede do governo municipal até 1847.
Foto da galera reunida na Marienplatz =)
Fomos em seguida para a Igreja de São Pedro ou Peterskirche, que é considerada a mais antiga igreja de Munique, fundada na primeira metade do século XII. Ela por fora é bastante simples e por dentro apresenta detalhes de afrescos no teto e ornamentos em ouro. O que mais chama atenção turística nessa Igreja é a panorâmica da cidade vista do alta da sua torre - chamada de "Alter Peter" ou o Velho Pedro - que são cerca de 300 degraus, pagando só um euro para estudante ou dois euros o preço para adulto.
Essa é a visão panorâmica, na direção da Marienplatz, ver-se as duas torres da Catedral Nossa Senhora Bendita e a Nova Prefeitura. Abaixo outras fotos feitas lá do alto:
Para finalizar nosso dia em Munique, por voto da maioria, decidimos visitar o Estádio Allianz Arena. Esse estádio é o oficial do time Bayern de Munique e foi sede do primeiro jogo da Copa do Mundo de 2006. Eu sei muito pouco sobre futebol - inclusive, esse foi o primeiro estádio de futebol que entrei na vida rs - então tirei apenas algumas fotos da estádio do lado de fora. Ele se ilumina, alternadamente, de vermelho, azul e branco.
Esse relato acaba por aqui. E ainda tem muito mais sobre a Alemanha para ser aqui relatado... Então, espero que tenham gostado e até a próxima! :)