quinta-feira, 20 de novembro de 2014

2 meses em Granada!

Exatamente, já se passaram dois meses que estou longe da minha casa, da minha família, dos meus amigos, do meu amor... Mas nesse período de tempo, adotei uma casa e fiz amigos que são, em tão pouco tempo, minha família. Esse registro que faço, não é bem de uma viagem no sentido literal da palavra, mas é também uma viagem, porque de acordo com “um tal” Guilherme Palmieri (rs), as experiências que vivemos, independente de lugar, também são viagens. Pois bem:

Moro na “Laranja mecânica”: nome dado ao apartamento que possui suas paredes pintadas de laranja e o que deixa toda e qualquer tentativa de foto aqui com tom laranja.


Uma foto da sala para comprovar esse fato.

Moro na “Calle Pintor López Mezquita”. Mas quem foi esse pintor que mereceu ser homenageado em uma rua em Granada? Sim, eu me perguntei isso e a resposta é: José María López Mezquita, pintor espanhol, que nasceu em Granada em 1883 e morreu em Madrid em 1954, foi um expoente pintor andalúz:

Autoretrato de López Mezquita

Passo quase todos os dias pela “Calle Gran Capitán”, para chegar na Facultad de Ciencia Política e também na Facultad de Derecho. E “Gran Capitán” também é nome de uma praça aqui perto, de uma marca de queijo muito bom, de uma farmácia, outros estabelecimentos e também aparece como nome de ruas em outras cidades espanholas que visitei... Por quê? Pesquisei e descobri que Gonzalo Fernández de Córdoba y Enrique de Aguilar (1479-1504), vulgo Gran Capitan, foi um nobre, político, militar castelhano e duque que lutou batalhas a serviço dos Reis Católicos, que se destacou por revolucionar a técnica de combate, acabou os seus últimos anos de vida em Granada. Está enterrado no Monastério de San Jerônimo - que também está localizado na tal rua Gran Capitán.


Monastério de San Jerónimo, que fica no caminho para faculdade
e onde está sepultado o "Gran Capitán".

E, afinal, quem são esses meus amigos-família? São os que convivem mais comigo por aqui. Diariamente. Acho até que daqui pro final desse período em Granada, podem me abusar rs. Mas não vão conseguir se livrar de mim haha. Não vou falar muuuuuito deles, não agora. Mas vou apresenta-los.

  • Maria Gabriela - meu primeiro contato, quando eu ainda estava em Teresina; quem me indicou para os meus atuais "companheiros de piso"; também aquariana; alma de bailarina; e um jeitinho "fat-family" de se expressar;
  • Guilherme Palmieri - paulista do Rio; o "vai Corinthians!"; quem desenrola comigo os almoços do dia-a-dia; com quem eu saí para ir num culto ou missa e acabo assistindo uma parada quase militar; o sexista; porque para ele eu sou a pessoa mais expoente do Piauí, de todas as pessoas que ele conhece do Piauí (rs);
  • Lucas Dadalto - uma mistura de "trator + espartano + ótimo cozinheiro + música eletrônica + gente boa" da turma; ah, claro, potencial segurança da boate Vogue;
  • Joana Vieira - quem mais implica comigo, mas implica porque me ama; companheira de viagem; cozinheira top demais; pra quem eu passei uma tarde enchendo mini balões de água e desenhando joaninhas; e quem sobreviveu ao perigo do ebola junto comigo;
  • Juliana Maciel - pernambucana da "grea"; sabe fazer uma sopinha de cheesecake delícia; futura candidata a presidente do Brasil com o lema "por um país sem biti biti";
  • Rodrigo Canavez - quem fica assobiando música pela casa; que bebe mais leite do que eu; quem fez mais amigos erasmus do grupo; e sabe as músicas espanholas melhor que ninguém;

Pizzametro, com Joana, Maria Gabriela, Guilherme e Lucas


Primeira foto com Maria Gabriela,
numa das primeira caminhadas pela cidade


Lucas (de olhos fechados), Rodrigo (sorridente no meio),
Juliana e Guilherme. Foto clássica de elevador,
do primeiro andar ao térreo rs.


Maria Gabriela e Joana, fofas e felizes comigo *-*


Só corinthiano nessa foto, na Playa de los Muertos ^^


Eu e Joana, na nossa viagem para Madrid


Meus companheiros de piso: Lucas, Rodrigo e Guilherme.

E conheço tantas outras pessoas, amigos que encontro em um churrasco aqui (tentativa de churrasco ao menos rs), uma festa ali, umas tapas acolá...




Outro ponto importante: aprendi a fazer algumas comidas para sobreviver. Porque Lucas e Joana cozinham demais; Guilherme tem grande potencial na cozinha; Maria tem lá suas invenções; e eu sigo observando, anotando as receitas e tentando.


Macarronada, com molho de tomate e mortadela; peito de frango,
ovo mexido, salada e banana (um típico almoço feito por mim aqui rs) 


Arroz, feijoada e linguicinhas de frango - feita por Joana!


Lasanha de beringela (a foto não está boa, mas garanto
que estava uma delíiiiiiiiiiicia!) feita por Guilherme.

Também passei a me preocupar com: fazer supermercado, observar o preço do frango e da carne, varrer o quarto, lavar as louças (que do nada se empilham na cozinha), limpar o banheiro e lavar roupa. São ou não são coisas “amadurecedoras”?

Mas não só de preocupações domésticas vivi esses 2 meses. A cada caminhar por Granada, descubro sempre alguns detalhes interessantes:


Estrela de Davi em uma escadaria, próximo ao Albaycin;
uma mensagem contra as touradas pintada no canto 
inferior de um muro qualquer.


Alhambra linda, vista do bairro Albaycin,



Interior de uma das tantas lojinhas árabes no bairro Albaycin;
"Puerta de Elvira", entrada desse mesmo bairro.



Monumento erguido a um homem
que vivia bêbado, caminhando por Granada,
com seu burro. De acordo com Guilherme,
é um dos símbolos de Granada ^^

E nas festas, que fui, continuam as mesmas músicas espanholas a serem tocadas, que merecem ser aqui expostas:


"La conocí bailando" de Dr Bellido


"Bailando" de Enrique Iglesias




"Limbo" de Daddy Yankee

Na faculdade, estou entendendo (quase) tudo que os professores espanhóis falam em sala de aula. E as práticas em grupo ou são frustrantes (porque infelizmente alguns alunos espanhóis não querem ouvir minha opinião) ou são muito legais (porque acabo conhecendo um africano, uma alemã, uma francesa...). Minha disciplina preferida é a que tem mais práticas de sala de aula, que é a Análise de Políticas Públicas. E os professores aqui dão muito conteúdo, são muito pontuais (chegam sempre com um atraso de 5 minutos) e, em sua maioria, vão até o final do horário das aulas.

Então, é com esse cotidiano que vejo os dias passarem correndo. Logo estarei fazendo outros posts aqui falando das próximas experiências cotidianas e posts relembrando essas experiências, quando eu já estiver longe dessa cidade. Sigo apenas escrevendo, registrando, viajando e agradecendo cada momento simples, cada sorriso amigo, cada detalhe que surge. Que venha os próximos meses!

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