Granada, localizada na região da Andaluzia, sul da Espanha, foi um dos últimos recintos dos mouros na Península
Ibérica. Para quem não se lembra desse episódio histórico, faço um breve
resumo: Invasão Muçulmana na Península Ibérica (região da
atual Espanha e Portugal), tropas islâmicas do Norte da África atravessaram o famoso Estreito de Gibraltar no ano de 711, derrotaram o rei hispânico, e permaneceram por aí por quase 800 anos. Na região de Granada, foi formado o Reino Nasrida, que permaneceu de 1238 a 1492. Nesse último ano, após longas guerras, foi com uma rendição negociada entre os Reis Católicos (Rainha Isabel I de Castela e Rei Fernando II de Aragão) e o Rei Nasrida Boabdil, que os mouros foram expulsos.
Consequências dessa epopeia: hoje é possível se deparar com arquitetura e
cultura árabe, cristã, antiga, renascentista, barroca e moderna nessa cidade, o que torna ela incrível. Nas minhas andanças pela cidade, na primeira semana, eu
tirei algumas fotos que ilustram essa diversidade arquitetônica. Alguns lugares
eu não tive o prazer de saber o que é nem o que era, porque não havia placas de
descrição. Mas outros eu soube e registro aqui.
Parte de uma antiga medina
Espaço dentro da antiga medina
Detalhes do teto na antiga medina
Postes floridos!
Monumento... Reis Católicos?
Catedral de Granada
Uma das muitas fontes de água espalhadas pela cidade
Mais da Catedral
Uma portinha em uma portão do
Monastério de San Jerônimo
Um corredor de lojas árabes no centro de Granada,
o nome da ruela é "Ermita"
Estantes de alguma das lojinhas com milhões de coisas árabes.
Aos poucos, eu vou pesquisando melhor sobre cada lugar, cada
monumento e pretendo registrar aqui minhas pesquisas. Já que vou morar em
Granada, quero apreendê-la!
Detalhe interessante: o Adrián, meu mentor da universidade,
em um dos passeios na primeira semana em que estive aqui, me apontou uma árvore
de romãs que estava no meio do jardim da Faculdade de Ciências da Universidad
de Granada e exclamou: “Mira, son granadas!”. Eu olhei aquelas romãs, algumas
verdes e outras tão maduras que estavam abertas com as sementes vermelhas e
róseas para fora, e interroguei “Granadas?”. Então, ele me explicou que o nome
da cidade Granada deriva da fruta “granada”, que em espanhol são as romãs. De
acordo com ele, na cidade, antigamente, tinha muitos pés de romãs, plantados
pelos árabes que aqui se instalaram. Ainda hoje é possível observar algumas “granadas”
pela cidade. Achei isso interessante. Então fotografei, claro.
Granadas!
Finalizo esse registro, com essa foto de um trecho de um poema, gravado em azulejo, de Francisco A. de Icaza - um poeta e crítico literário mexicano, que morreu em 1925 - que encontrei andando por uma das ruas próxima à Catedral de Granada. A citação diz o seguinte, em português: "Dá-lhe esmola, mulher, que não há nada tão ruim como ser cego em Granada".
"Dale limosna, mujer, que no hay en la vida nada
como la pena de ser ciego en Granada"



















shooww miggs!! amei a história das granadinhass!!!
ResponderExcluircurta-te mucho chicaa!!!!
besoos! ;**